Sorrindo para um vazio? Sorrindo para um pequeno e miserável ecrã? Sorrir para quê? Tudo desfaleceu. Eu pensava que iria ser para sempre, mas tu não reagiste nem eu. Fugimos os dois, seguindo os passos um do outro, mas porque é que isto ficou assim? Secalhar porque nenhum dos dois lutou para que tudo viesse ao de cima, ou até escorrega-se contra uma parede que foi isso que aconteceu. Escorregámos os dois, eu atrás de ti, ou eu á tua frente, mas isso não importa.
Tu fechaste os olhos com demasiada força, pedindo-me também para os fechar. Não fui capaz. Pediste-me para esconder coisas que os meus olhos liam, pediste-me para perseguir as imagens, os objectos, os pensamentos, mas como fazia isso? Talvez porque nunca o tinha tentado. Não via mais ninguém senão tu, eras tu que me aparecias a toda a hora. Reagi mal? Talvez, e por isso é que isto hoje está tão fraco. Mas sabes, os dias vão passando e eu vou esquecendo. O que o tempo faz é de louvar. Faz-nos esquecer pessoas ou até mesmo momentos bons e maus, mas o que importa é que secalhar, nunca mais irão voltar.
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