Criamos, ao longo de toda a nossa vida, redes de amigos, de conhecidos, de "mais chegados", de "menos chegados"... E esquecemo-nos das redes pelas quais hoje estamos, incrivelmente, presos. Redes Sociais.
Já não sabemos desfrutar de um momento, nem de uma companhia. O que nos preocupa realmente é captar esse momento e desprezar a companhia (ou até inseri-la no momento!). Preocupamo-nos sim em colocar uma boa fotografia, de uma boa paisagem numa qualquer rede social. O Facebook, o Instagram e o Twitter, entre outras, passaram a fazer parte das nossas saídas com os amigos, com a família, as refeições individuais.. Estamos incrivelmente presos! Desprezamos o momento para o saber captar da melhor forma, mostrando à outra metade do Mundo onde andamos, o que fazemos e com quem estamos. Desprezamos o facto de estar um sol reconfortante para dar lugar a uma boa fotografia enquadrada num painel verde, típico da Primavera. Desprezamos a companhia.. Sim, desprezamos.. Desprezamos a companhia que se encontra preocupada em registar o mesmo.
Vamos desvalorizando as relações sociais, o convívio, a necessidade que o ser humano tem de comunicar, de socializar e de saber viver com o outro.. Desvalorizando.
terça-feira, 6 de maio de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Regresso
Amanhã é dia de regressar a Lisboa.
Já começo a sentir a ansiedade e a angústia ao mesmo tempo. Estar em nossa casa é demasiado aconchegante e reconfortante. É a nossa casa.
Amanhã regresso para uma época atribulada de exames.
Uma época que determina o meu semestre, o trabalho feito ao longo de 3 meses.
Até amanhã, Lisboa.
Já começo a sentir a ansiedade e a angústia ao mesmo tempo. Estar em nossa casa é demasiado aconchegante e reconfortante. É a nossa casa.
Amanhã regresso para uma época atribulada de exames.
Uma época que determina o meu semestre, o trabalho feito ao longo de 3 meses.
Até amanhã, Lisboa.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Alguma saudade
Acordo bem cedo e olho para o relógio. São 5h43.
Sinto uma presença ausente. Presença que não é física. Presença que sinto falta que seja.
Sinto falta de acordar e de acordar alguém.
Sinto uma ausência marcada, um pequeno aconchego que não está, uma mínima partícula que não se move.
Fico imóvel. Sinto a chuva a cair por cima do telhado. O tempo nublado. Sinto que a presença podia estar presente, se eu quisesse, e se tudo fosse mais fácil.
Resta-me esperar. Esperar que o novo ano de 2014 me traga algo melhor. ´
With love,
A
Assinar:
Postagens (Atom)