segunda-feira, 31 de março de 2008

Recomeçaram as aulas!

É esta a frase que soa nos ouvidos de muitos alunos quando as aulas estão para recomeçar.
Sei que muitos deles preferem dizer que não querem ir ou até mesmo que vão cometer alguma "loucura" só para não irem à escola, dizem eles, mas acabamos por encontrá-los todos a seguirem para as suas salas.
E como eu não fujo á excepção, também tive que ir àquele edificio grande, talvez gigantesco, cheio de quadros, cadeiras, mesas, enfim... tudo aquilo a que chamam escola.
Hoje foi o meu primeiro dia, sei que pareço uma criança pequenina a falar, mas é mesmo assim que quero transmitir. Foi um dia um pouco dificil, sim, pelas razões que aqui todos nós sabemos e que muitas destas postagens se referem a essa pessoa.
Avistei-o hoje... Veio-me cumprimentar como se nada fosse, aliás era mesmo assim que eu queria... Veio dizer-me olá, mas fugiu. Fugiu numa corrida contra o tempo, parecia que não queria que o tempo andasse para a frente e que o deixasse correr para trás, mas infelizmente ou felizmente o tempo não corre para trás.
Só tive aulas de manhã, mas para mim o dia nunca mais tinha fim... Vi-o no meio de abraços, beijinhos, caricias, mas para que é que isso me interessa?
Costuma-se dizer que a vida é aquilo que queremos fazer dela, e realmente é verdade. Nunca castiguei nem hei-de castigar ditados destes, e dizer muito menos que são todos uma farsa, porque realmente, eles são todos verdadeiros.
Doeu-me bastante porque o vi ao longe, parecia que existia um horizonte vermelho entre mim e ele, e vermelho porque era proibido passar, mas a vida continua e continua de mãos dadas comigo e sei que algum dia, isto tudo vai passar, vai-se transformar numa situação igual a tantas outras: Normal, simplesmente, normal.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Medo ultrapassado ?

Desfilar? Ver toda a gente a olhar para mim? Mas o que vem a ser isto?
Pois é, isto até hoje, para mim, era um assunto surreal. Saber que está toda a gente a olhar para mim e eu ali talvez a fazer as ditas "figuras", nunca me passaria pela cabeça, mas a verdade é que passou, e de uma maneira nunca antes vista em mim.
Tentei arriscar.. Tentei deixar os pequeninos nervos de lado e enfrentar aquele assunto que para mim era impossivel de imaginar.
Em casa, falei pela Internet com um amigo meu, e fiz-lhe montes de perguntas bombardeadoras que o deixaram algumas vezes sem resposta, pois eu não sabia como aquilo ia ser, como tudo se ia passar. Fiz-lhe perguntas até para saber se ia muita gente, e na verdade até foi. Perguntas talvez óbvias mas eu não sabia a quem iria perguntar isto tudo.
Cheguei ao ensaio, às 21 horas, e quando cheguei fiquei a pensar bastante. Fiquei a pensar em tudo aquilo que ia acontecer dentro daquele pavilhão...
A música soou nos nossos ouvidos... colocaram duas vassouras no chão, como se fosse o inicio e outra o fim.. e na verdade até resultou.
Quando chegou a minha vez de "actuar", as mãos nem me soaram, como se costumam acusar, nem sequer deram sinal. As pernas tremiam... Uma senhora loura dava-me indicações de como deveria fazer, e eu fiz. Chegando ao local de chegada, ela dirigiu-se a mim dizendo que estava muito bem... Pediu-me a mim e a um amigo meu que desfilássemos juntos e nós fizemos isso... Tudo correu bem... A prima dele dirigiu-se a mim e disse que tinha jeito, piscando-me o olho.
Agradeço a um grande amigo meu, que me "aturou" com estas perguntas tão dificeis e tão fáceis de responder. Obrigada por tudo.
Foi uma noite em grande e porque acima de tudo enfrentei uma "batalhada" de gente, mas o que admirei mais foi o facto de ter "ganho uma batalha", de ter ultrapassado um dos meus medos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

" O dia em que a noite se perdeu "

Hoje, dia 27 de Março de 2008, fui assistir ao lançamento do livro " O dia em que a noite se perdeu ", de Jorge Araújo na loja Fnac do Chiado.
Pois bem, acho que nunca tinha assistido a um lançamento de um livro, um complexo monte de folhas que guarda muitas letras e que se tornam em palavras, e estas darão sentido ao texto repleto de sentimentos, mágoas, angústias, desilusões, ou até mesmo histórias que acabarão felizes, como acontece normalmente.
O que me traz aqui hoje, ou melhor, quase amanhã, porque neste preciso momento são 23.53h, é o facto como o escritor fala sobre o seu livro. Palavras claras, talvez tenham sido breves, mas foram palavras que acima de tudo, foram sentidas, tal e qual como ele escreve nos livros.
Ele apenas, no "retrato" do seu livro, disse "Leiam e verão".. O que ele quis dizer com isto? Pois é, se calhar tentou dizer que aquele livro retratava o próprio do livro.. se é que me estou a fazer entender.
O que me deixou mais "comovida", foram as palavras da jornalista Dulce que estava sentada do lado direito dele.
Penso que ela falou do livro, não sendo seu, de uma maneira bastante clara e fez com que os ouvintes daquele lançamento se atrevessem a ler aquele livro que talvez fosse tão pequeno de tamanho, mas que talvez tivesse muitas histórias e peripécias dentro dele.
O livro abriu-se.. as câmaras rodavam em torno das pessoas.. as luzes apagaram-se.. o barulho estava a permanecer naquela sala.. Zita Seabra sentou-se.. Jorge Araújo pousou sobre a cadeira preta e bebeu água.. A jornalista olhou em redor, e sentou-se perante aquela gente que queria ouvir aquilo que tinham para dizer.. o calor permaneceu.. os "famosos" apareciam por entre alguns corpos vestidos de todas as cores: eram pretos, eram castanhos, eram brancos..
Ouviu-se então, os primeiros toques no microfone, era o começo..
Foi uma tarde preenchida, calorenta, mas valeu a pena!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Tentas não ver ..

Já passei horas e horas a pensar se tu também já tens pensado naquilo que me estás a fazer, naquilo que me fazes todos os dias, naquilo que me fazes e que magoa.
Podes até pensar que não me estás a fazer nada, mas olha que estás. Estás-me a magoar de uma maneira inacreditável, nunca esperei isto de ti.
Já me perguntaram o que é que eu admirava em ti, e realmente, fiquei sem resposta, pois acho que admirar como admiro certas e determinadas pessoas, não te admiro.
Disse que te venerava, mas então? Se nem sequer admiro, como hei-de venerar? Pois, também parece que não te venero assim tanto quanto pensava, ou melhor, não te venero mesmo.
Não fazes nada por ti próprio, queres que os outros façam por ti. Queres que o Mundo te dê todas as oportunidades sem sequer lutares por elas. Mas sabes uma coisa? Sabes onde é que sucesso vem antes de trabalho? Somente no dicionário ... E pensando assim, é verdade. Não se consegue ter sucesso sem antes ter trabalho, não é?
Tu não lutas por nada, eu tentei muitas vezes lutar no teu lugar, não consegui... Pois és tu que tens que lutar por aquilo em que acreditas, e não eu.
O que me estás a fazer é indecente, e talvez de uma cobardia extrema, mas tu lá sabes. Talvez um dia, te arrependas disto tudo, e sabes o que é que eu vou fazer nesse preciso dia? Vou-me rir.

terça-feira, 25 de março de 2008

Falsidades (?)

Tento muitas vezes perceber atitudes de certas e determinadas pessoas, mas muitas dessas vezes, é dificil pois são atitudes tão inacreditáveis e tão verdadeiras mas ao mesmo tempo tão falsas, que não se consegue lidar com muitas delas.
Pensei sempre, que a vida era aquele "mar de rosas" de quem toda a gente fala, até mesmo os mais pequeninos, mas comecei a ver que não era bem assim.
Estou a crescer, estou a aprender cada vez mais, e ter mais experiência de vida, sabendo que ainda não posso falar muito, pois entrei agora numa fase dificil, talvez a mais dificil: a fase da adolescência.
Não é a adolescência que quero abordar neste post, aliás penso que ronda esta fase, mas não queria falar directamente dela, queria falar de todas as situações e peripécias que estou a passar, e que se tornam dificeis.
Uma pessoa que eu pensaria que me "era tudo", deixou de o ser.. Faziamos praticamente tudo juntos, até que houve um dia em que tudo parou, tudo se tornou numa câmara lenta e que não havia maneira de a poder avançar. Penso que te tornaste numa pessoa diferente, e tu dizes que não. Penso que fizeste de mim uma pessoa diferente, mas não fizeste. Pensas que tinhas todo o poder sobre mim, mas não tinhas nem tens. Pois bem, já passei por várias situações semelhantes, mas nada que se compare com aquela que estou a passar agora.
Lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem: aquelas lágrimas rejeitadas do teu olho que me fizeram chorar também, aqueles risos e aquelas piadas que soltavas e que eu nunca percebia se te estavas a esconder de algo, ou se estavas somente a tentar ser feliz.
Nunca percebi muitas das tuas atitudes, mas sei que todas elas tinham qualquer objectivo: Nunca o descobri.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Desabafos longuínquos..

Pensamos que desabafar com os nossos amigos ou até com pessoas que achamos que são nossas amigas, é bom.. Pois eu descobri que não é assim tão bom quanto se pensava, e descobri porque passei por algo, que não chegou só falar com os meus amigos, mas falar o assunto com a minha mãe.
Ainda para mim é dificil falar com ela pessoalmente porque me começo a sentir a pessoa mais fraca deste Mundo, e acabo por me ir abaixo, e muitas vezes já tive que parar longas conversas com ela, pois não resisti à lágrima que se acusou.
Via o Mundo com outros olhos, via o Mundo como se fosse um sotão fechado, sem uma única fresta de luz, era sombrio.
Descobri então, aquele raio de luz que entrou no meu sotão a dentro, era a minha salvação, era o meu porto de abrigo, era tudo aquilo de que eu precisava.
Senti-me melhor, senti-me diferente, pois tinha encontrado uma fonte de desabafo, onde poderia libertar-me de tudo aquilo que me atormentava e talvez de coisas que não me fariam diferença, mas que as comecei a partilhar também.
Comecei há uns tempos para cá, a falar tudo com a minha mãe. Ela percebia e dava-me conselhos que eu nunca pensei que os desse, mas a verdade é que me fascinou.
Quando comecei a contar tudo aquilo que se passava na minha vida à minha mãe, senti-me menos cheia, senti-me mais vazia pois libertava tudo aquilo que não prestava, que era relles.
O que quero transmitir com este post, é que é muito importante, até demais, falar com as nossas mães, porque são elas que nos criaram e mais do que elas amam, não ama mais ninguém.
É importante também saber, que elas estão cá sempre para aparar as nossas caídas ou até para nos ajudar a levantar quando o peso é maior e não nos deixa que levantemos os braços e que fiquemos de pé de novo.
São as mães que estão lá para isso tudo, e mais elas do que ninguém. São elas que nos ajudam sempre, "dão-nos na cabeça" quando também precisamos, mas só fazem isso, porque, acima de tudo, querem o nosso bem.

domingo, 23 de março de 2008

Nós, portugueses, somos assim tão diferentes?

Ao lerem este post irão perceber a razão da escolha deste meu titulo tão directo e parecendo tão frio, mas realmente é frio observar que tratam os portugueses de maneira diferente.
Pois bem, com esta pergunta quero chegar a uma conclusão, ou então tentar atingi-la, mas sei que muitas das pessoas que irão ler mais um desabafo meu,estarão de acordo comigo, talvez um acordo não tão perfeito como eu queria, mas vou tentar expressar da melhor maneira tudo aquilo que observei ao longo de vários dias, em Espanha.
Em Portugal, os donos dos estabelecimentos, tanto restaurantes como lojas, "esforçam-se" ao máximo para poder compreender a língua dos emigrantes ou até turistas, e isso observa-se muito bem, em vários locais deste país.
No nosso país vizinho, é totalmente o contrário: os turistas e os emigrantes (que irão de Portugal para Espanha) é que têm que "tentar" compreender a língua espanhola. Pois é, o que é que isto nos diz? Somos assim tão diferentes para merecermos uma inferioridade tão elevada relativamente a outros países? Eu penso que não.
Portugal, apesar de ter vários problemas a nível do emprego/trabalho, ainda é um país e como tal terá que ser tratado de igual forma. Não percebo é porque é que o tratam de maneira diferente, será por sermos portugueses? Mas que mal é que fizeram os portugueses para merecer isto? Talvez nada, como sempre não é?
Visitei um aquário em Barcelona, Espanha, e reparei que a senhora dos tickets (falando em espanhol), nos perguntou se queríamos um guia. Perguntámos então, se havia em Português. A senhora respondeu com ar satisfeito dizendo que não. Mas o ar com que ela respondeu a esta pergunta, deixou-nos a pensar...
Mas a minha pergunta é esta: Sendo nós o país vizinho de Espanha, não temos direito a panfletos ou até guias na nossa língua? Mas em que mundo vivemos nós? Pensem nisto..

Mala de viagem, que histórias me contas?

Fui visitar Barcelona durante alguns dias. Nessa cidade iria esquecer tudo aquilo que me andava a atormentar a cabeça e até esqueci muitos dos meus problemas, tudo o que se pôde fazer, eu fiz. Pois bem, quando estava a entrar naquele edificio a que chamamos aeroporto, fizemos o habitual e cansantivo check-in onde nos pedem o nosso bilhete de identidade e bilhetes para que a viagem possa prosseguir. De seguida, nesse mesmo check-in, "abandonamos" as nossas malas de viagens, e vemo-las a irem para um corredor, talvez comprido, onde depois irão num avião até chegar ao dito destino.
O que me traz aqui hoje é o facto de saber que nem sempre as malas de viagem podem "viajar" no nosso avião, ou seja, estas malas, como tantas outras, podem viajar as duas juntas ou as duas separadas, sim, elas são duas, uma em tons avermelhados e outra em tons verdes escuros.
Agora a questão é esta: Muitas das malas podem ir noutros aviões que não sejam os dos respectivos donos, e portanto podem passar por vários destinos ou até "fazer outras amigas", mas afinal, que histórias têm elas para nos contar? Pois é, nenhumas.
Talvez guardem tudo para si, talvez contem umas às outras enquanto não estamos por perto, ou até nem se "abrirem" e deixarem-se levar pelas histórias umas das outras. Talvez um dia, estas malas, nos possam contar as suas histórias e secalhar têm já tantas e ja ouviram outras tantas e nós nem sabemos de nada...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dia do Pai, mas porquê?

Estarão agora vocês a perguntar porquê a escolha deste titulo para mais um pequeno texto, um texto com muitos sentimentos fortes e fracos, saudáveis e inuteis, estranhos e até obscuros.
Decidi escrever este texto a pedido de muitas familias (vá, mais propriamente pedido pela minha mãe). Decidi escrever e aceitei a opinião dela com agrado, pois achei importante escrever sobre uma pessoa que para mim, é uma das mais importantes. Não irei falar de tudo, pois será impossivel, mas irei relatar tudo aquilo que passei com o meu pai, momentos de risada, tal como lhe disse num postal castanho que lhe enviei com uma guitarra na frente (e não me digas que sabes tocar, porque não me parece).
Aquelas manhãs em que vamos todos no carro para a escola e te dá de repente uns atrofios pequeninos mas que assustam, faz com que te caracterizemos uma pessoa com um óptimo sentido de humor, não é? Faz com que percebamos que vais satisfeito para o trabalho e dás-nos a mesma imagem a nós, uma imagem que devemos seguir. Muitas vezes chateamo-nos, mas sei que são aborrecimentos passageiros e não duradouros. Sei que muitas vezes tens razões para ralhares comigo e com o Miguel, mas eu adoro-te! Sei que só queres o nosso bem, e lá isso eu percebo. Sei que te esforças para que tenhamos um futuro brilhante, e consegues. Sei que olhas para nós não como uma fonte de trabalho, mas como uma fonte de despesa, e gastas tudo para que nos possas ver felizes. Como vês, tens todos os lados positivos da história.
A pergunta do meu titulo, não responde ao que estive aqui a relatar, mas afinal de contas, "Dia do Pai, mas porquê?". Secalhar porque é preciso que haja um dia em que tudo se torne diferente, que seja menos um dia vulgar..

O tempo cura muitas feridas..

Pensava que toda a gente dizia esta expressão "O tempo cura muitas feridas" da boca para fora, sem sequer pensar e dizer só porque era bonito dizer, mas eu percebi que muitas pessoas o dizem porque realmente é verdade e não apenas só porque fica bem.
Podem pensar que sou mais uma pessoa a dizer por dizer, mas estou a passar por uma fase em que me apercebo que o tempo realmente faz sarar muitas feridas que se foram abrindo ao longo dos tempos. Para mim, o tempo, não é apenas uma coisa de quem toda a gente fala. O tempo é um momento que ocorre várias vezes durante um dia, durante 24 horas. Podem pensar que até o tempo é uma palavra tão vulgar mas já pensaram como se pode definir esta palavra? Afinal de contas, o que é o tempo? Pois é, quando não pensamos nisso, parece que o seu significado é tão óbvio que nem vale a pena "gastar o latim", mas afinal, pensando bem, não é assim muito fácil definir tempo como se define uma hora, não é?
O tempo para mim, é como se fosse um amigo. Um amigo que ajuda a esquecer muitos momentos bons mas também muitos momentos maus. Já viram o que o tempo é capaz de fazer? O tempo faz esquecer talvez tudo. Faz esquecer pessoas, faz esquecer locais, faz esquecer momentos, praticamente tudo se apaga da memória, pois porque o tempo não tem tendência a parar, ele é contínuo. É como o mar, ninguém vê o seu principio, nem o seu fim..

terça-feira, 18 de março de 2008

As discussões permanecem (?)

Faço aqui a mesma pergunta que fiz no título. As discussões permanecem (?) Sinceramente, penso que sim. Discutes comigo como se tivesses a falar para uma pedra tão dura. Falas comigo como se eu não soubesse nada da vida, mas acredita que por tudo o que já passei (não só contigo mas também), já aprendi bastante, e tu pensas que não.
Tens que apenas perceber que tudo teve um fim e com atitudes dessas, não iremos muito longe, aliás não vamos a lado nenhum pois tu fazes-me perguntas evidentes e tão claras que até parece que desconfias, mas tu tens que perceber que tudo se tornou num pesadelo e não num sonho que apenas se tornou uma vaga ilusão. Não percebi essa tua forma de lidar comigo ou até mesmo de fingires que sabias lidar, mas na verdade nem me conhecias. Pensava, a sério que pensava, que confiavas bastante mais em mim, mas sabendo que não o fazias, deixei-te andar, deixei-te andar comigo sem confiares, agora chega. Isto chegou a um ponto de tal saturação que eu me fartei. Já estou mesmo naquela: "Não confias, paciência".

Finalmente, as merecidas férias :)

Pois é, caros leitores, entrei agora de férias. Foram sensivelmente 2 meses e mais qualquer coisa, a estudar, a atrapalhar os neurónios com tanta matéria de tantas disciplinas diferentes. A abarrotar com tantas letras, simbolos, textos gigantes e cheios de palavras desconhecidas, palavras que me atabalhoavam os neurónios mais preguiçosos e até aqueles que se esforçavam a trabalhar.
Professores a fazerem perguntas ao qual não sabiamos responder, perguntas que pensariamos que sabiamos as respostas de serem tão evidentes, mas afinal, não era nada disso que os professores queriam. Existem professores que até querem respostas desenvolvidas, mas se ainda sabemos muito e tão pouco, como fazemos respostas desenvolvidas? Eis a questão.
Intervalos passados da maneira mais natural, da maneira mais simples, mas eram intervalos curtos. Todos nós, alunos, queriamos que se trocasse os tempos de intervalo pelos tempos de aulas e como seria? Uma hora e meia de intervalo e vinte minutos de aulas, não era optimo? Pois era, toda a gente pensa assim, mas e depois tempo para os testes? Tempo para se dar a matéria do programa? Não havia.
No final de cada período, vem a dor de cabeça para muitos e muitos jovens (nem todos, pois alguns já se estão a "lixar" para a escola, como se "lixam" para outra coisa qualquer).
É nesse tempo que se discute todo o aproveitamento do aluno, e depois como os professores dizem "Tem em conta o teu comportamento que é horrivel, como todos nós sabemos". Pois é, ouvimos isto várias vezes durante a ultima semana de aulas, mas os alunos não sabem da maneira como se portam? Sabem não sabem? Portanto, não lhes dêem "pedradas na cabeça" como se eles não soubessem o que fazem. Eles pedem uma nota, se não se estiver de acordo, altera-se, é óbvio. Na vida de cada estudante, observa-se injustiças pelas quais sabemos que têm que ser assim, e que a escala que vai de 1 a 5, sempre foi injusta e depois? Não podemos fazer nada para a mudar..

segunda-feira, 17 de março de 2008

Não te escondas ali ou aqui, esconde-te para sempre!

Sorrindo para um vazio? Sorrindo para um pequeno e miserável ecrã? Sorrir para quê? Tudo desfaleceu. Eu pensava que iria ser para sempre, mas tu não reagiste nem eu. Fugimos os dois, seguindo os passos um do outro, mas porque é que isto ficou assim? Secalhar porque nenhum dos dois lutou para que tudo viesse ao de cima, ou até escorrega-se contra uma parede que foi isso que aconteceu. Escorregámos os dois, eu atrás de ti, ou eu á tua frente, mas isso não importa.
Tu fechaste os olhos com demasiada força, pedindo-me também para os fechar. Não fui capaz. Pediste-me para esconder coisas que os meus olhos liam, pediste-me para perseguir as imagens, os objectos, os pensamentos, mas como fazia isso? Talvez porque nunca o tinha tentado. Não via mais ninguém senão tu, eras tu que me aparecias a toda a hora. Reagi mal? Talvez, e por isso é que isto hoje está tão fraco. Mas sabes, os dias vão passando e eu vou esquecendo. O que o tempo faz é de louvar. Faz-nos esquecer pessoas ou até mesmo momentos bons e maus, mas o que importa é que secalhar, nunca mais irão voltar.

domingo, 16 de março de 2008

Será que mereço tanto assim?

Não percebo porque é que nestes últimos dias, tudo me tem caído sobre a cabeça, problemas, desastres, praticamente todo o tipo de coisas. Só queria que alguém se virasse para mim e disse-se: " Pára de sofrer por tantas coisas ". Mas será disso que preciso? NÃO. Do que eu mais preciso é de alguém que esteja 24 horas comigo, 24 horas a ouvir-me, 24 horas a acompanhar-me, mas quem é que não queria isso? Eu acabei de perder essa pessoa. Não passava essas 24 horas que eu gostava que passasse, mas passava a maior parte do tempo, e porque é que a perdi? Fui eu que escolhi. Talvez não tenha sido a escolha mais acertada, até porque já me arrependi amargamente de o ter feito, mas que posso eu agora fazer? Talvez nada, porque nem sei se a outra pessoa quer q eu reaja ou que até vá ter com ela, não é?
Só queria que tudo voltasse atrás, e tudo se arrastasse como se não fosse o vento que levasse, porque sim, foi o vento que levou a pessoa que eu tanto admirava. Mas porquê o vento, e não a chuva ou até o sol? O vento é feroz, o vento leva tudo aquilo que é bom. O vento é que nos move muitas vezes, move ondas, move tempestades, move crianças, move o Mundo.