Fui visitar Barcelona durante alguns dias. Nessa cidade iria esquecer tudo aquilo que me andava a atormentar a cabeça e até esqueci muitos dos meus problemas, tudo o que se pôde fazer, eu fiz. Pois bem, quando estava a entrar naquele edificio a que chamamos aeroporto, fizemos o habitual e cansantivo check-in onde nos pedem o nosso bilhete de identidade e bilhetes para que a viagem possa prosseguir. De seguida, nesse mesmo check-in, "abandonamos" as nossas malas de viagens, e vemo-las a irem para um corredor, talvez comprido, onde depois irão num avião até chegar ao dito destino.
O que me traz aqui hoje é o facto de saber que nem sempre as malas de viagem podem "viajar" no nosso avião, ou seja, estas malas, como tantas outras, podem viajar as duas juntas ou as duas separadas, sim, elas são duas, uma em tons avermelhados e outra em tons verdes escuros.
Agora a questão é esta: Muitas das malas podem ir noutros aviões que não sejam os dos respectivos donos, e portanto podem passar por vários destinos ou até "fazer outras amigas", mas afinal, que histórias têm elas para nos contar? Pois é, nenhumas.
Talvez guardem tudo para si, talvez contem umas às outras enquanto não estamos por perto, ou até nem se "abrirem" e deixarem-se levar pelas histórias umas das outras. Talvez um dia, estas malas, nos possam contar as suas histórias e secalhar têm já tantas e ja ouviram outras tantas e nós nem sabemos de nada...
Um comentário:
Pois é, minha linda, as malas são como as pessoas. Que histórias nos contam? Como contam? Ou não contam?
Ficaremos sempre sem saber. Gostei do que escreveste ...Parabéns.
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