quarta-feira, 30 de abril de 2008

És insubstituível

No outro dia abri o meu telemóvel e fui aos "Rascunhos". Tinha lá um texto que escrevi no dia 22 de Janeiro de 2008, um dia infeliz, um dia cinzento..

" Foi no dia 22 de Janeiro em que a minha vida mudou. Tinha acabado de perder aquele a quem eu dava o nome de melhor amigo, o King.
Foi ele com quem eu passei mais de metade da minha vida, cresci com ele.
Naquele dia recebi a noticia pelo qual eu já sabia que ia acontecer, mas sim, aconteceu naquele dia.
Tinha-se passado mais um dia, um dia vulgar, mas ao chegar à entrada de casa, a minha mãe diz-me que o meu cão, se tinha ido embora.
Fiquei séria pelo facto de pensar que ele àquela casa não volta e eu sei que não, mas também trite por saber que o meu cão, um animal com quem vivi a maior parte do tempo, me tinha abandonado.
Até hoje, os dias têm sido dificeis, quase vazios. Têm sido dias com tanta lágrima e com tanta dor, mas acima de tudo, dias tristes.
Nunca me irei esquecer de tudo o que passei contigo King. Até sempre! "

Ao ler este texto, fiquei imóvel.. Não conseguia reagir, nem chorava, nem ria, apenas pensava, e via um Mundo diferente daquele que eu vivi há uns tempos atrás, um Mundo sem um animal, que podem achar ridiculo, mas ele até quando eu estava menos bem e chorava, ele lambia-me as lágrimas de uma maneira carinhosa.
Como disse atrás, não me irei esquecer de tudo e por mais que queiram ter outro cão com o mesmo nome, eu não vou deixar.. Ele é INSUBSTITUÍVEL.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril de 1974

Há 34 anos atrás, este país sofreu uma mudança.. Uma mudança positiva, mas também negativa.. Mas uma mudança que acima de tudo mudou os hábitos de muita gente, de muitos indivíduos que até esse dia, não se podiam pronunciar nem até lutar pelos seus direitos quando eles não estavam a ser dados da melhor forma.

Foi há 34 anos que este país passou a ter a liberdade que hoje tem, e a prova disso é eu estar aqui a falar deste assunto, porque se ainda vivêssemos na ditadura, hoje não estaria aqui.

Fui assistir às comemorações do 25 de Abril na Escola Superior Tecnologias de Abrantes (ESTA) e para além de me ter despertado atenção ouvir a minha mãe a falar dos tempos de infância dela e de como viveu todo o movimento, apreciei bastante a maneira como os jovens falaram deste assunto, que parece que ainda à pouco tempo aconteceu.


" A revolução dos cravos, foi um abrir de portas "

Talvez hoje olhamos para trás e nós (jovens) pensamos que até nem seria muito mau viver naquela época, mas pelo que já ouvi e pelo o que os meus avós e os meus pais me contam, a vida naquela altura era muito complicada. Só temos agora que agradecer a todos aqueles que lutaram pela nossa liberdade, pela liberdade que temos hoje de expressar (quase) tudo o que nos vai cá dentro, e como disse o Presidente da Assembleia Municipal Jorge Lacão " O 25 de Abril, valeu a pena".

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pensamentos tão distantes

Estava eu hoje na aula de Educação Visual, a deixar-me levar pela música "Lágrimas na Cara", e pus-me a pensar o quanto seria bom passar uns dias fora daqui... Esquecer os ditos problemas, pensar em mim e deixar de pensar nos outros.
Começar a olhar para a vida com olhos de ver e não somente com aqueles que fingimos ver, porque sim, eu já fingi não ver muitos acontecimentos e eles estavam mesmo por baixo do meu nariz.
Deixei-me levar pelos pensamentos.. O vento corria lá fora, soprava baixinho.. Ouviam-se os pássaros deixando apenas uma mensagem.. Ouvia-se o habitual ruído da sala.. Olhava em redor e só via sorrisos, sorrisos contagiantes, sorrisos verdadeiros e todas as lágrimas estavam a ser dispensadas daquela sala de tão grande que é.
O sonho só dura enquanto nos deixarmos levar, porque depois.. tudo volta à realidade.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Os meus companheiros

São precisamente 19.47h, quase hora de jantar... E estou eu sentada na mesa da cozinha a tentar escrever sobre umas pessoas que para mim têm-se revelado as mais importantes e sem dúvida que o são.
Desde que vim ao Mundo, sempre houve duas pessoas que me acompanharam... Ensinaram-me a andar... Ensinaram-me a falar... Ensinaram-me principalmente a ser quem sou hoje.
Já lá vão 14 anos, e cá estou eu para vos contar a minha história.
Era uma bebé pequenina, com cabelo castanho e olhos cor de avelã, como os tenho agora.
A balança marcava 3.870 kg... menina pesadinha, não?
Fui crescendo... Fui aprendendo... Fui-me apercebendo das mudanças da idade... Fui pensando na vida que ia ter, e agora? Por agora, ainda não sei o que quero ser.. Mas voltando ao assunto.
Via nos olhos dos meus pais, um brilho... Um brilho cintilante... Um brilho que rebentava entre as veias e entre a cor dos olhos... Talvez um primeiro brilho, era a primeira filha.
A minha vida foi crescendo, tal e qual como eu, e cá estou eu... Com 14 anos, já passei por situações complicadas, por situações embaraçosas, por situações que talvez ninguém imagina, mas morri? Não, estou aqui.
Já tive muitos problemas, também já dei muitos problemas... Ainda hoje respondo mal à minha mãe quando me revolto com algo, mas arrependo-me sempre, pois é algo que faço de cabeça quente e não com ela fria, como a tenho muitas vezes.
Sinto dor quando me chateio com as pessoas que desde tão cedo me criaram, sinto revolta quando às vezes tenho razão e não me a dão, mas cada um tem que aceitar o feitio do outro.
Os meus pais, (e em 1997 nasceu um irmãozinho) têm sido as pessoas mais importantes para mim, aliás.. para quem é que não é?
São eles que me têm dado apoio em todos os casos... Estiveram sempre do meu lado para o bom e para o mau, e eu sei que para qualquer coisa que precise, posso ir pedir-lhes ajuda, pois sei que eles não a recusarão.
Sou feliz, tenho uma familia. Sou feliz pois tenho muitas pessoas que gostam de mim. Sou feliz porque sinto cá dentro que tenho a felicidade do meu lado. Sou feliz porque nunca me faltou nada, graças aos meus pais. Sou feliz pois tenho os melhores amigos perto de mim. Sou feliz, porque principalmente, porque me ensinaram a ser feliz.
Falando um pouco do meu irmão. É traquina, pois é. Gosta de jogos, pois gosta. Gosta de brincar, pois brinca, mas porque é que algumas pessoas o castigam por ele ser ainda tão criança? Se não for criança agora, quando o é? Não será nunca. Deixem-no brincar.
Foi ele que me abraçou num momento dificil.. Foi ele que me disse "Mana, não chores." .. Foi ele que me deu forças para muitas vezes continuar, e apesar das nossas brigas e dos nossos conflitos muitas vezes sem jeito algum, eu gosto muito de ti, Miguel.
Toda a gente diz "Ai se eu perdesse os meus amigos não era ninguém". Eu castigo essas pessoas, pois castigo. Antes de pensarem nos amigos, pensem na familia, pois são eles que sempre estiveram connosco, foram e são as pessoas mais essenciais na nossa vida, vão ser eles que mais tarde vão pedir a nossa ajuda, e nós agora pedimos a deles.
Se eles já fizeram tanto por nós, porque não havemos de fazer por eles?

sábado, 19 de abril de 2008

Profundo...

Eram vagas as palavras
Os teus sons eram transmitidos através de gestos
O teu olhar mostrava-me o mar
O teu odor mostrava-me coragem
E os teus gostos mostravam-me revolta...

Fugias com vontade de voltar
Sentiste a dor apertada e asfixiada
Os olhos morriam de saudades
Mas a tua pele revoltava-se: Fingia ser forte...

Lutaste contra o vento, contra as marés
Tentaste voltar as costas, mas não conseguiste
O teu sofrimento acusava-se
Fizeste com que me sentisse diferente, mas nunca o fui.

Estes versos não se referem a ninguém em particular.. Mas penso que relatam uma história.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Greves? Será preciso?

Hoje dia 17 de Abril, tudo corria na normalidade.
Levantei-me cedo, bebi o meu habitual leite com chocolate quente e parti para a escola, mas nem sabia o que me esperava.
Ao chegar à escola, vi tudo reunido.. Não percebi porquê.
Tinha ouvido que iria haver uma greve de alunos, mas longe de pensar que iria para a frente, mas realmente não era de alunos, mas sim, da Função Pública.
Pergunto-me agora: Para que servem estas greves? Tudo continua na mesma, não é? Será mais vontade de não trabalhar ou vontade de fazer greve porque se está contra alguma coisa?
Talvez fazer greves não será a melhor solução, até porque penso que não levam a lado nenhum.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Época de testes

Ando nervosa.. Talvez mais agora do que propriamente no inicio do ano, mas então.. a que se deve isto? Pois bem, nem eu sei. Ando nervosa talvez por ser o último periodo do ano e que daqui a uns escassos meses já estamos de férias, dentro daquelas férias que duram e duram!

Os testes estão a apertar, chego a ter 4 durante uma semana e agora é dar o máximo para que acabe o ano em plena beleza para que depois tenha umas férias descansadas.

Vá pessoal, toca a estudar que depois temos o merecido descanso ;)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Aula de Ciências Naturais

Ontem, dia 14 de Abril, tive mais uma aula de noventa minutos da disciplina de Ciências Naturais, mas ontem foi talvez, um dia diferente de tantos outros.

Metade da minha turma (sim, porque a outra parte da turma está a ter F.Quimica) deparou-se com uma discussão surreal entre dois membros do conjunto.
Perguntavam-se um ao outro: "Se a Terra é redonda, como é que a água não cai?".
Pois bem, isto para uma criança de 6 anos é compreensível, mas e para uma de 15? Acho que é inademissivel, não?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Para sempre te recordaremos..

Partiu deste Mundo um amigo, um amigo divertido, um amigo brincalhão, um amigo que para o meu pai, era um amigo verdadeiro.

Partiu porque a vida nos prega partidas gigantes, talvez contínuas, mas prega. São partidas que nos deixam de rastos, sem forças para continuar a lutar.

Pensamos agora PORQUÊ? Não existe resposta.. Não merecia ir.

Os meus sentimentos à familia, e até sempre Vitor!

sábado, 12 de abril de 2008

Minhas raparigas e meus rapazes!

Ao longo deste tempo, tenho vindo a descobrir todo o tipo de amizades, desde as verdadeiras e sinceras até às falsas e "nojentas".
Pela minha vida fora, muitas pessoas me marcaram, mais umas que outras, isso é óbvio, mas todas elas estiveram cá num determinado momento, não o momento "sempre", mas estiveram lá quando precisei do apoio e da ajuda deles.
Já tenho amizades desde os meus 3 anos, amizades que duram e duram, amizades que todos os dias se tem que pôr em construção porque senão um dia, todas elas, podem desabar, e aí fico perdida.
São estas amizades que eu sei que são verdadeiras, pois já duram há tantos anos e todas elas estiveram comigo e viram-me crescer, que é impossivel serem falsas.
Também tenho amizades que se criaram "à pressão". Amizades que eu sempre disse que não iam durar muito, se é que se pode chamar amizade, porque realmente há tanta gente a dar-nos tiros certeiros quando estamos de costas que nem devemos a isto chamar um "AMIGO". Tenho amigos e sei que vou precisar deles para o que der e vier. Sei que nas fases mais dificeis da minha vida, eles estiveram lá, nem todos são amigos, mas estiveram presentes e isso para mim conta bastante porque para além de perceber que tinha apoio, tinha também esse apoio para sempre. Quero dizer que devo a minha vida, principalmente a todos os meus amigos. Foram eles que me levantaram muitas vezes e me derrubaram também com verdades que eu talvez nunca quisesse ver, mas a verdade é que elas estavam lá todas esplicitas e eu não quis lê-las, mas agora dou razão a todos os que me tentaram "abrir os olhos" e por isso, OBRIGADA.
Amigos não de sempre mas para sempre: Ana Lúcia, Rute Silva, Ana Rita, Sara Lousão, Madalena Costa, Ana Morais, Filipa Rosado, Ana Rainho, Margarida Pita, Marta Fernandes, Andrea Damas, Maria Domingos, Carolina Bairrão, Carolina Velez, Maria Inês, Jú Silva, Catarina Romeira, Lúcia Ferreira, Filipa Lourenço, Inês Mariano, Telma Alexandra, Neuza Milagaia, Rui Silva, André Gonçalves, Edgar, André Dias, Pedro Barata, Pedro Silvério, João Gonçalves, Guilherme Neves.
Não quer dizer que não dê valor aos outros amigos, mas estes marcaram de uma forma especial ;)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Cansativo..

Cheguei agora do ensaio do desfile que irei representar amanhã na Praça Barão da Batalha, em Abrantes. Estou cansada, confesso.
Estou cansada, não só pelo facto de ter tido o ensaio, mas pelo facto também do decorrer do meu dia, em plenos 30 graus celsius.
Tive a disciplina de Educação Fisica, e estivemos a aprender a andar de patins (por mais que sejam dos piores, são bons para aprender)... O dia transbordava calor por todos os buracos... Os nossos corpos a reagirem a esse calor... Até que, eu e uma colega minha, fomo-nos pôr debaixo de um chuveiro do balneário feminino e enchemos o nosso ego e o nosso corpo com água.
Saímos do balneário completamente a escorrer água, mas o calor falava mais alto... O meu cabelo parecia que tinha secado em segundos, mas realmente foram minutos, pois o calor era imenso.
Foi um dia cansativo, mas o melhor é que chegou o fim-de-semana e amanhã é o grande dia!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Conheço muitos mundos...

Esta foi uma frase que me marcou bastante no dia de hoje, uma frase dita por um amigo próximo, um amigo que está sempre comigo para os bons e maus momentos, um amigo verdadeiro.
Hoje vi talvez, uma das coisas que mais me magoou nos ultimos tempos, mas sei que algum dia iria acontecer, mas sempre pensei que não fosse tão rápido quanto eu imaginava, pensava que ainda iria demorar o seu respectivo tempo, mas não, aconteceu.
Uma lágrima caiu, mas parece que logo os meus olhos secaram... Secaram de uma tal forma que nunca mais consegui que os meus olhos deitassem outra, secaram de forma rápida. Talvez pensaram, os dois em conjunto, que eu não podia chorar por uma pessoa que me magoa de dia para dia, mas que também provoca situações para que eu a esqueça, não se apercebendo ele disso.
O meu tal amigo, agarrou em mim e disse-me: "Vamos dar uma volta, Xana". Pois, e eu fui... Fui porque precisava sair dali, parecia um beco sem saída, parece uma estrada sem linhas, onde eu andava perdida.
Os amigos dessas pessoas aperceberam-se do que estava a acontecer e eu ignorei. Ignorei mas mais tarde vieram ter comigo, não todos, mas alguns e deram-me todas as justificações do Mundo, todas aquelas que toda a gente sabe e que estão fartas de se ouvir, pois são repetidas vezes sem conta.
Eu fui dar aquela volta... Sentámo-nos nos ferros azuis de uma rampa da escola e ficámos a conversar... Ele olhava-me nos olhos e dizia-me palavras impressionantes, dedicava-me gestos inacreditáveis. Ele deixou-me melhor.
Eu percebi que talvez estivesse a perder o meu tempo a olhar para uma pessoa que nem a minha consideração merece, nem a minha amizade, nem o carinho que eu tanto gosto de dar a todos os meus amigos, simplesmente me rejeitou o dia todo, fingido que aquilo durava há meses, talvez há anos.
Fui desanuviar... Uma colega minha chamou-me e mais tarde fomos dar uma outra volta, fomos ver um jogo que estava a decorrer na escola, no campo.
Distrai-me de tal forma que nem me apercebi do tempo a passar... Soltei gargalhadas que me fizeram sentir diferente, fizeram-me sentir uma outra pessoa que ali nasceu, naquele preciso momento... Nasceu uma outra pessoa de carácter diferente mas igual... Voltei a ser aquela rapariga com umas gargalhadas enormes, voltei a ser a rapariga alegre e contente que sempre fui, e isso para mim é muito importante, porque durante todo este tempo, tinha perdido muitas das minhas qualidades, talvez porque fui obrigada a isso.